Os dias passavam e o nosso amor encobria a vontade que ambos tínhamos de sair dali brevemente. A minha casa era no meio de um campo, a única maneira de lá chegar era através de um estreito caminho por entre árvores, a cidade estava a vários minutos de distância e como não morava ninguém nas proximidades, estávamos completamente isolados o que dava ao meu pai todas as condições para continuar com o seu reino de terror. Metia também um grande obstáculo a todos os planos de fuga que eu planeava.
Todas as semanas o meu pai trazia uma rapariga nova para substituir as que ia matando, as que não ofereciam resistência duravam mais, enquanto as que gritavam demais era degoladas para manter o silêncio. Quando ouvia a velha carrinha do meu pai a chegar, fechava.me no quarto com a Taylor para não termos que assistir á destruição de mais uma vida, para ela ainda custava mais já que ela tinha passado por tudo aquilo e sabia perfeitamente o que elas estavam a sentir. Num desses dias estávamos fechados no quarto, quando de repente a Taylor que estava encolhida nos meus braços sussurrou: “ eu conheço aquela voz”, sem dizer mais nada saltou da cama e começou a correr em direcção ao perigo. Corri rapidamente atrás dele e consegui agarra-la antes de chegar perto do meu pai. Completamente abismado, sussurrei-lhe ao ouvido: “ Estás doida? Queres que ele te mate?”, Ela desatou a chorar e entre soluços disse: “Aquela rapariga…Sabes a que o teu pai…acabou de levar para a cave… eu conheço-a… é…é… a minha melhor amiga. Eu tenho….Tenho que salva-la”. Fiquei completamente em choque.
Continua...

