domingo, 4 de dezembro de 2011


Hey, este texto e baseado numa noticia que ouvi já à uns tempos em que também e baseado o post "critica", a noticia e verídica e depois imaginei uma historia á sua volta. Como podem reparar ainda não tem titulo :c o que vou queria pedir era que depois de o lerem deixarem um comentário aqui, no facebook ou assim com dicas para o titulo ;D. Espero que gostem :3

Tiago era apenas um rapaz como todos os outros que não fez as melhores escolhas. Tinha 19 anos; sentia-se confortável em roupa larga e nunca largava o seu boné que cobria com o carapuço da camisola que trazia vestida. O seu melhor amigo, Manuel, andava sempre com ele desde criança, ambos andavam com um gang muito conhecido pelas piores razões na aldeia em que ambos moravam desde sempre.
Desde pequeno que Tiago relacionava-se muito bem com os pais, sempre fora muito carinhoso e educado, coisa de que os seus pais se orgulhavam muito. De Tiago ninguém na Aldeia tinha queixas, mas do gang dele as queixas eram às dezenas, já que perturbavam toda a gente.
 Ele tinha uma namorada chamada Renata, ele era doido por ela, uma das coisas que ele esperava comprar com o 1º salário do part-time que tinha arranjado há pouco, era uma prenda para a sua amada, algo que representasse o amor que sentiam e o quanto se importava com ela. Eles passavam os dias juntos, desde que se conheceram há 2 anos e ela há muito que o tentava convencer a deixar o gang, coisa que ele prometera fazer desde que se conheceram. Renata tinha menos 4 anos que ele, coisa que era muito criticada por toda a aldeia, principalmente pelo pai de Renata que nunca aprovara a relação, apesar de tudo isto eram felizes e não pensavam separar-se tão cedo.
Era dia 10 Março de 2010 e como sempre Tiago saíra de casa para se encontrar com os amigos, estava um pouco sonolento já que na noite anterior tinha estado presente na queima das fitas de um familiar seu que estudava em Coimbra. Como sempre o ponto de encontro era um pequeno café no centro da aldeia onde se encontravam diariamente, normalmente comparecia todo o grupo mas desta apenas combinou apenas com o seu melhor amigo e a sua namorada. Eram 15:00h quando chegou ao café, e lá Manuel esperava-o com um sorriso no rosto por vê-lo, conversaram até serem interrompidos pelo toque do telemóvel de Tiago, era uma mensagem que dizia o seguinte: “ Desculpa amor, mas ontem não conseguia adormecer e deixei-me dormir já tarde e só acordei agora. Vou só tomar um duche e já vou aí ter. Amo-te. Beijos Renata.” Retomaram a conversa até que levado pela força do vício, Tiago foi á explanada fumar um cigarro, sentou-se numa das cadeiras de plástico situadas na entrada no café quando um grupo de aproximadamente cinco populares o começaram a insultar, reagindo aos insultos Tiago colocou o cigarro no cinzeiro e levantou-se da cadeira no sentido de se defender dos mal dizeres com que era vitimado. Depressa as palavras viraram acções, e os simples insultos passaram a contacto físico. Tiago estava em minoria, e mesmo com a ajuda de Manuel que veio em seu auxílio, os esforços eram inúteis e acabaram ambos caídos no chão. Em volta de Tiago reuniram-se quatro dos agressores que depressa passaram ao seu principal objectivo, e começaram a pontapeá-lo violentamente. Sem se poder defender, este continuava deitado no chão manchado com o seu sangue. Nesse momento chegou Renata que esperançosa esperava encontrar o seu mais que tudo á sua espera, deu com ele estendido no chão. Esta começou a gritar por ajuda, o pai de Tiago que trabalhava não muito longe escutou os gritos de Renata e veio em seu auxílio. Ao ver o pai de Tiago os Agressores fugiram rapidamente, mas os danos já tinham sido feitos. Tiago tinha hematomas por todo o corpo, cuspia sangue e tinha urinado e vomitado no próprio local. Renata apressou.se a chamar uma ambulância, e deitou.se ao lado do seu amado, pela sua face escorriam lágrimas repetidamente.
A ambulância chegou precisamente 15 minutos depois, o pai quis acompanha-lo assim como Renata que continuava inconsolável. Tiago mal falava, mas dirigiu-se ao pai dizendo:
- Olha o que eles me fizeram!
E de seguida perdeu os sentidos. O caminho para o Hospital parecia cada vez mais longo e o pai de Tiago tentava com todas as suas forças segurar as lágrimas que teimava a brotar dos seus olhos, uma tarefa quase impossível.
Chegaram ao hospital e Tiago foi levado para o seu interior enquanto os seus familiares esperavam contrariados na pequena sala de espera perto dos cuidados intensivos. Algumas horas depois uma enfermeira apareceu diante os olhos do pai de Tiago, as noticias não eram as melhores, Tiago entrara em Coma, mas ainda existia esperança. As horas que se seguiram não foram melhores que as que se antecederam, Renata adormecera mas o pai de Tiago permanecia completamente acordado ignorando a noite que já passara de criança há muito.
O tempo passava e a escassa recepção de notícias deitava abaixo a pouca esperança que ainda continuava viva em seus corações. Eram precisamente 09:03h quando se aproximou um médico, tinha o cabelo preto assim como a sua barba que parecia não ser feita há muito, levantou a cabeça e pelos seus olhos com um ar de tristeza poder-se-ia adivinhar que as noticias não eram as melhores. O pai do Tiago acordou a Renata que estava deitada sobre seu ombro há já muito e ambos se preparam para o pior. Depois de muitos rodeios de termos médicos que ambos desconheciam, a palavra temida acabou por ser pronunciada “Lamento”, bastou apenas esta palavra para destruir todas as esperanças, significava que uma vida se houvera perdido e que por boa educação se usa a palavra Lamento como se isso a pudesse trazer de volta. Entre lágrimas e gritos de dor profunda, a sede de vingança inundava o interior de todos os que o amavam, no sentido de paixão como o caso de Renata, de amizade como todos os seus amigos e principalmente de paternidade como os seus pais que agora sentiam um vazio dentro de si, depois da coisa mais preciosa que ambos tinham ter sido roubada.
A notícia espalhou-se depressa pela pequena aldeia e as reacções eram variadas, desde quem achava que ele o merecia pelos estragos que o seu grupo houvera feito e os que o conheciam bem e sentiam que aquilo era uma grande injustiça.
O Funeral não tardou, entre amigos chegados a apenas conhecidos, o número de pessoas presentes foi elevado. As lágrimas escorriam até pela cara do rapaz que todos julgavam ser incapaz de chorar. Entre os presentes, quase camuflada na multidão estava Renata, com o seu vestido preto e uns óculos que usava para tentar esconder a tristeza que era demasiado grande para que todos notassem, ela estava de rastos, podiam-se ver as suas olheiras por detrás dos borrões de maquilhagem. Ele era o mundo para ela e agora que esse mundo desapareceu ela sentia.se vazia e sem nada onde se apoiar. A pouco metros de Renata estava o rapaz de esteve sempre ao lado de Tiago, que riu com ele nos bons momentos que passaram juntos e que esteve a seu lado quando tudo parecia correr mal. Agora estava sozinho, sentia falta do abraço do melhor amigo ou simplesmente de coisas a que não damos importância no momento mas que quando desaparecem deixam marcas. É estúpido como não aproveitamos as coisas quando as temos e apenas quando desaparecem lhes damos valor e desejamos poder senti-las novamente.
Entre as palavras do padre, podiam.se ouvir pequenos soluços de quem continha as lágrimas o mais que podiam, em seguida, chegou o momento mais doloroso, o momento em que se tem que dizer algumas palavras sobre a pessoa que nos foi roubada. Começaram os pais, relembrando as traquinices do filho quando este apenas tinha 5 anos, contaram histórias atrás de histórias e terminaram com um breve “ descansa em paz meu anjo”. Em seguida, falou Manuel que entre soluços falou sobre o seu melhor amigo, relembrando os bons momentos que ambos partilharam e reflectindo sobre a dor que sentia sem o ter a seu lado. Por fim, Renata que apenas disse: “ Nunca te vou esquecer. Amo-te. Descansa em paz” e desatou a chorar como se tudo estivesse perdido. No final, todos se reuniram em volta da sua campa e gritaram o seu nome num tom de tristeza.
Nunca se descobriu quem o matou nem as suas verdadeiras razões, os amigos juraram vingança, mas apesar dos seus esforços o sentimento de vingança nunca foi preenchido, os pais decidiram deixar o caso para a justiça mas também não houve resultados.


Baseado em factos reais


R.I.P. Tiago P.


By:Puky

sábado, 3 de dezembro de 2011

True Love - Parte Final


Ele entrou na casa e a minha unica reacção foi desatar a chorar, agora acho que poderia ter feito algo para evitar tudo aquilo mas fiquei sem reacção, fiquei sem forças. Queria entrar mas tinha medo do que poderia ver. Hesitei, fiquei parado durante alguns momentos diante da porta de entrada, dei um passo em frente e recuei, conseguia ouvir os seus gritos e o seu corpo a arrojar no chao, como no dia em que ela chegou. Nesse dia consegui salva-la, agora ja nada poderia fazer. Entrei e segui em direcção ao quarto, nao o queria ver, agora odiava-o mais do que alguma vez o odiei. Odiava-o por todo o sofrimento que causou, pela infancia carregada de tristeza e morte; pelo medo que me fazia sentir e acima de tudo por me ter roubado a unica coisa que eu alguma vez amei e que alguma vez que me fez feliz. Ouvi os seus passos pesados a aproximarem-se, pensei que fosse entrar e fazer-me algo mas apenas berrou: Foste tu que causas-te isto! Ela vai morrer por tua causa! e voltei a ouvir os passos as afastarem-se. Isto doeu mais que qualquer abuso fisico a que ele me pudesse submeter, isto deixa-te a pensar no que poderias ter feito, a culpa destroi-nos por dentro,faz-nos odiar-nos, é simplemente um sentimento horrivel.
A noite chegou e agora nao havia um abraço que encobrisse o medo ou um sussurro que apagasse a dor. Apenas sentia um vazio enquando escutava os gritos vindos da cave, os gritos da miuda que eu amava, e por muito que tentasse não pensar dela, a imagem do seu sorriso invadia-me a mente. Desejava adormecer e ao acordar te-la nos meus braços, sentir o corpo dela junto ao meu ou simplesmente sentir o seu respirar ou o bater do seu coração. Agora estava sozinho sem razao para continuar, sem razao para viver.
 Se tentasse algo para a tirar dali ele matava-a se nao fizesse nada ele mataria-a na mesma, nao tinha escolha. Eu ja deveria estar preparado para isto, eu sabia que nao a poderia ter ali para sempre, que se nao a tirasse dali isto iria acontecer, eu poderia ter feito tanta coisa, eu podia ter-la salvo, eu podia te-la ajudado a fugir, sofreria menos morrendo no lugar dela do que senti-la a morrer tao perto de mim e nao o poder impedir. Enquanto ouvisse os seus gritos de socorro sabia que ela estava viva, quando estes se apagasse entao tudo houvera acabado.  Tentei tudo, tentei pedir-lhe para solta-la mas ele nem me dirigiu a palavra, tentei solta-la sozinho mas ele achou que era mais seguro trancar a cave e tentar tirar-lhe a chave era impossivel. Os dias passaram e o tempo esgotava-se, os gritos tornavam-se mais fracos ate que hoje desapareceram. Corri desesperadamente para a porta, bati nela com toda a minha força, chamei pela Taylor ate ficar sem voz mas nao houve resposta. Encostei-me á porta e apenas chorei, fiquei imovel apenas a chorar e a dizer palavras sem sentido mas que naquele momento necessitavam de ser ditas. O meu pai chegou nessa altura, olhou para mim e apenas sorriu, como se tivesse feito uma boa acção, como se roubar a vida a alguem fosse um orgulho. Voltei para o quarto e aqui estou a escrever, a minha historia que vai terminar aqui. Nao aguento mais esta vida injusta que apenas me apunha-la pelas costas, que me fez viver anos horriveis e quando eu finalmente estava feliz, roubou-me o motivo da minha felicidade. Nestes momentos e que eu gostaria de ter fé, gostaria de acreditar que ha algo depois disto, um sitio algures onde possa ser feliz, um sitio onde depois de morrer possa estar com ela, mas nao tenho força suficiente, era tudo tao mais facil. Para ter uma crença e preciso ter força, para a seguir, para nao duvidar e acima de tudo para acreditar, coisa que eu nao consigo. Por muito que doa acho que aseguir a isto nao ha nada, que apenas deixamos de sentir dor ou felicidade, odio ou amor; que deixamos de pensar, sonhar ou seja deixamos de existir. Isto assusta-me tanto, mas nao aguento mais esta dor, nao aguento mais isto. Para que viver se apenas há sofriemento? Se nao há caminho por onde seguir? Desta vez ninguem me vai impedir, vou trancar a velha porta de madeira que outrora oferecia segurança a uma vida, agora vai ajudar a que se acabe com outra. Ninguem me poderá ajudar, esta decisão e minha e nao vou deixar que ninguem a altere. Tenho o revolver do meu pai da mao, preciso apenas de apretar o gatilho, parece facil mas nao é. O meu pai sempre me chamou de cobarde, talvez seja isso que seja, por acabar com tudo isto, mas nao e qualquer cobarde que tem força suficiente para acabar com a propria vida, acreditem. Quero que leias isto, Pai, sei que nao vais sentir nada, porque es um psicopatica sem sentimentos, mas quero que sabes que isto é tudo culpa TUA, TU e que fizeste com que a minha vida fosse um inferno, TU e que me tiraste a vontade de viver, TU e que me Matas-te!

True Love :3. Part.5

Sabia que tinha que fazer algo mas não sabia o que. Nao a poderia deixar sair dali e ajudar a amiga mas tambem nao a poderia prender a meu lado, ela nunca me iria perdoar, nunca me senti tao confuso em toda a minha vida, a situação que ja ha muito era ma, agora houvera piorado. Dei voltas e voltas a minha cabeça, tinha que arranjar um plano de salvar a amiga da Taylor, nao aguentava mais ouvi-la chorar, doia.me demasiado. Horas depois arranjei um plano, um plano estupido e talvez sucicida mas ao menos tinha um. Quando se esta apaixonado faz-se coisas parvas para a felicidade da outra pessoa e essa era uma dessas coisas.  O plano era simples, enquanto eu começava a correr e a gritar que iria contar a toda a gente sobre o pequeno (grande) segredo do meu pai, ele iria de certeza seguir-me e, talvez espancar-me ate á morte, mas isso nao interessa, porque enquanto o mantia distraido a Taylor descia ate a cave, trazia a amiga e fazia com que ela saisse pela janela do meu quarto. Agora percebo o quando era estupido e perigoso mas naquele momento so pensava em ve-la bem.
No dia seguinte, decidimos cumprir o plano já que a amiga da Taylor tambem nao teria muito tempo. Naquele momento estava completamente assustado mas ela com a sua voz melodica sussurrou-me ao ouvido : Tu consegues amor! e voltei a ter forças de novo, comecei a correr em direcção a rua e a seguir com o plano, como de esperado o meu pai veio atras de mim, mal cheguei á entrada, este derrubou-me e enquando estava deitado no chão ele pontapeou-me enquando gritava: Estas louco? Eu ja te tinha avisado miudo! Para a proxima vais desta para melhor!, sentia dores horriveis, mas era por ela por isso nao importava.  Queria que ele parasse mas precisava que continuasse para poder dar tempo á Taylor, derrepente ouviu-se uma porta a bater, ele olhou-me com os seus olhos furiosos, baixou-se e sussurrou: Espero que a tua amiguinha nao tenho feito nenhuma asneira!

Continua...