quinta-feira, 6 de setembro de 2012

True Love 2 Part.5

Fiquei um pouco apenas parada a olhá-la, não me conseguia mover, nem falar sequer, tudo o que se passava a minha volta tinha desaparecido e a minha mente apenas fixava aquela pequena rapariga do outro lado do vidro. De repente o policia a meu lado gritou:
  - Menina?
  - Sim desculpe diga....
  - Tentamos falar com ela toda a manhã, ela apenas diz que nunca a viu e que essa história é completamente absurda. Mas quando a menina desapareceu nós investigamos o seu computador e a historia do encontro com a ela confirma-se. Talvez se falar com ela....
  - Não sei... Não me sinto segura depois de tudo o que aconteceu....
  - Não deixamos que nada lhe aconteça, fique descansada.
  - Está bem.
Respirei fundo, a porta abria-se a minha frente e a minha mente enchia-se de perguntas para fazer aquela misteriosa criatura. Entrei lentamente, um pouco hesitante, e sentei.me na cadeira do outro lado da mesa onde ela se encontrava. Voltei a respirar fundo e fechei os olhos, as palavras saíram lentamente:
  - Lembras-te de mim...?
  - Não! - Respondeu ela sem pestanejar.
  - Não vale a pena mentires... Eles viram as nossas conversas, eles sabem que foste tu, já não tens hipóteses de te fingires de inocente, mas isso não importa porque a única coisa que me interessa agora é saber o porquê...
  - Deves ser doida...
  - Pára de Fingir! - Gritei já um pouco irritada - Apenas explica-me o porquê... porquê que fingiste ser minha amiga para me atraíres para aquele inferno... porquê que ajudas-te aquele monstro?
  - Ele não é nenhum monstro... Ele ama-me sabias? - Disse sorrindo
  - O quê?
  - Sim... Eu era apenas uma miúda como tu, mas ele raptou-me e a minha vida mudou. Levou-me para casa e fechou-me na cave como deve ter feito contigo mas depois tudo mudou. Ele gostou de mim, começamos a ter um caso mas a velha começou a desconfiar e tivemos que fazer algo. Ele fingiu que me matou, levou-me para um pequeno apartamento onde fiquei escondida e todos os dias brincava comigo sem a velha saber. A minha vida chata transformou-se numa vida cheia de acção e adrenalina.
  - Mas porque o ajudas a fazer mal as raparigas? - Perguntei baixinho
  - É divertido. Vocês merecem. Não parecias assim tão incomodada quando falávamos toda a noite sobre o que íamos fazer quando estivéssemos juntas, pois não? - Perguntou com um sorriso maroto. -  e para além de isso é divertido ver as vossas caras de terror quando percebem que o pesadelo vai começar. Apenas uma vez por mês, para a velha não desconfiar, ele levava uma para nós dois, íamos para o campo e brincávamos todo o dia com ela. Pena que não foste uma delas, ia adorar ver o medo nos teus olhos e ouvir-te gemer de terror...
  -Pára - Gritei, já com lágrimas nos olhos.
Ela aproximou-se de mim e disse lentamente:
  - Tu não tens no noção de como é excitante ter uma vida nas tuas mãos, ouvi-las a  implorar pela vida e apenas com um corte acabar com ela num segundo.
Não aguentei mais. Levantei-me e sai rapidamente da sala enquanto ela continuava a sorrir. O policia que me tinha acompanhado à sala, seguiu-me, sentou-se a meu lado na sala de espera e perguntou baixinho:
  - Sente-se bem ?
  - Sim, só precisava de sair dali. - Respondi, tentado esconder o estado em que me encontrava.
  - Eu percebo que tenha sido difícil mas ao menos conseguimos uma confissão.
  - Ainda bem que ajudou... Importava-se de me fazer um favor? - Sussurrei.
  - Diga?
  - Podia-me apenas dizer o nome verdadeiro dela?
  - Eu não estou autorizado a dar essa informação.
  - Eu prometo que não faço nada... Apenas preciso de saber o nome verdadeiro dela... Por favor.
  - Está bem. Mas não pode falar disto a ninguém. O nome que consta no processo é Ana Rita Correia.
  - Obrigado. Já posso ir embora?
  - Sim. Pode.
  - Obrigada. Até depois.
Sai disparada da esquadra, sabia que já tinha ouvido aquele nome algures...

Continua...
   




 

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