terça-feira, 17 de setembro de 2013

True Love 2 Part 7

Abri os olhos e um imundo cheio invadiu-me o olfacto, conhecia aquele cheiro, mas nao podia ser verdade...Abri os olhos mas estes estavam vendados, tentei mover-me mas algo me impedia de seguir em frente.
- Olha quem esta de volta - disse uma voz ainda um pouco distante.
Eu conhecia aquela voz. Gritei. Esperniei. Mas nada me poderia salvar naquele momento. Senti uma mão acariciar-me o cabelo.
- Senti a tua falta querida. Es das que dá luta. Hum...Adoro isso. Mas desta vez nao escapas! Desta vez es minha! Ninguem te pode salvar! Porque o teu namoradinho está morto e acho que ambos sabemos de quem é a culpa nao é amor?
Tentei falar mas nao conseguia. Algo me impedia de faze-lo, como se algo me prendesse as cordas vocais e por muito que a minha boca se esforçasse para exprimir algo nenhum som entoava.
- Vamos ver se esse corpinho está como o deixei. - Sussurou-me ao ouvido duma voz carinhosa.
-NÃÃÃO- gritei enquanto sentia a força a voltar as minhas cordas vocais e a venda a destapar-me os olhos que se abriram rapidamente. Olhei em volta e estava no meu quarto novamente. Uns segundos depois a minha mae entrou de rompante pelo quarto.
- Que se passa querida? - Disse enquanto se sentava perto de mim na cama.
-Nada...Apenas um sonho mau...Nada de mais.
- Tens a certeza ? Estas bem? - Disse enquanto me tocava no cabelo.
- Sim apenas nao faças isso. - disse numa voz fria enquando afastava a sua fina mão do meu cabelo.
- Desculpa querida. Vou voltar para a cama esta bem?
- Sim. Boa noite.
A minha mae saiu, fechou a porta com cuidado para nao acordar o resto da familia e os seus passos afastaram-se no corredor. Virei-me para o lado da parede, fechei os olhos e desta fez felizmente apenas o toque do telemovel me acordou de uma noite em limpo. Antes era uma pessoa que passava a vida a sonhar e adorava-o, chegava a sonhar acordada todo o dia, imaginava momentos lindos que sabia que nunca iriam acontecer mas gostava de viver naquele mundo de fantasia em que tudo acabava bem e em que era vida para alguem. Era uma boa maneira de conseguir aguentar a vida, esquecer por momentos todos os problemas e embarcar duma vida perfeita em que tudo corria bem. Mas agora nem isso conseguia, todas as minhas esperanças sobre uma vida linda e perfeita foram substituidas com a escuridão do ser humano. Por mundo que imaginasse algo lindo, a escuridão dominava o meu fim cor de rosa e a morte era o meu fim predilecto. Nao tinha como escapar de tudo o que tinha acontecido ,pois, o meu antigo escape estava agora envenenado. Desliguei a chamada, levantei-me, lavei a cara e olhei-me ao espelho. Quem seria aquela estranha que me devolvia o olhar? Aquela nao era eu, tinha um olhar pesado, uma espressão fria e distante, eu sempre fora a sorridente, a brincalhona, a que acreditava que o amor ganhava sempre e o destino nos levaria á felicidade. Olhei para o lado e as fotografias colocadas em volta do espelho mostravam uma rapariga sorridente, despreocupada apenas a divertir-se com os amigos. Aquela sim era eu, nao aquela desconhecida cuja imagem aparecia no espelho diante mim. Voltei ao quarto e o telemovel tocava novamente. Ignorei durante um bocado, nao me apetecia falar com ninguem, mas quem quer que fosse nao desistia. Atendi finalmente.
- SIM?
- Bom dia, Fala da policia, precisamos que se apresente urgentemente na esquadra. - disse a voz do outro lado apressadamente.
- Que se passa?
- Não lho posso dizer por telefone. Apenas venha o mais rapidamente possivel e tenha cuidado.
- Mas cuidado porque?
- Apenas venha rapidamente.
- Esta bem, vou ja para ai. Adeus
- Adeus, Cuidado!
Desliguei, vesti a primeira coisa que apareceu mal abri o armario e desci as escadas a correr.
- Onde vais? Nao vais comer nada antes de sair de casa? - gritou uma voz da cozinha.
- Sair e nao tenho fome, ate ja. - disse enquanto abria a porta para a seguir a fechar com um enorme estrondo.
Andei o mais rapido que consegui (o que tambem nao era muito devido ao facto de ter emagrecido imenso do tempo que passei naquela casa) mas dei o meu melhor. Entrei disparada pelo esquadra a dentro, e fiquei estupefacta ao ver que todos me olhavam como se vissem um fantasma.
- Ainda bem que chegou. - disse o policia que estava mais á esquerda, um homem alto de cabelo claro e olhos castanhos.
- Que se passa?
- Nem sei como dizer-lhe isto...- hesitou, olhou para o chao e voltou a olhar me nos olhos - recebemos novidades hoje.
- Sim...?

Continua...

Desculpem o tempo que tive sem escrever mas agora vou começar a dar mais atençao ao blog. Obrigado a todos os que me dão apoio <3